O céu estava limpo naquela manhã de Outono. O sol estava radiante e os pássaros cantavam uma doce canção. Pude sentir o vento em cada pequena partícula de meu corpo. Eu estava vivo, afinal.
As crianças corriam com alegria ao redor da luz e eu estava fascinado com seus olhares e sorrisos. De uma forma bela e irreal, pude me ver refletido nos olhos delas, como se estivéssemos conectados por uma grande melodia.
Senti-me ainda mais vivo.
Então percebi que queria mais. Percorri minuciosamente cada canto daquela praça, dançando no ar como se mais nada existisse. Pensamentos, emoções, sensações, tudo estava baseado naquele momento, naqueles sentimentos que surgiam com uma velocidade imensa…
E então na melodia fez-se a pausa. Com um toque, apenas um toque, meu corpo se desfez na imensidão da vida. Minhas partículas se misturaram com cada outra partícula do universo. E quando a pausa se findou, na melodia surgiram outras notas…. Compreendidas entre outros toques e versos de seres apinhados de amor e luz; e eu estava presente em cada uma delas, colorindo os olhares de todos que se atrevem a pensar além de um reflexo.
Eu nascia novamente, agora em outro lugar, porém na mesma melodia encantadora de viver.
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